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Projeto utiliza a literatura para transformar a vida de mulheres no sistema penal

A residente do TJRJ e especialista em Violência de Gênero Patrícia Goes; a juíza titular da Vepema, Cláudia Márcia Vidal, e a juíza auxiliar da Vepema Roberta Barrouin de Souza participaram do projeto 60 Minutos de Empoderamento nesta sexta-feira Utilizar a leitura como um instrumento de reconstrução de trajetórias. Esse é o objetivo do projeto 60 Minutos de Empoderamento, uma iniciativa da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas (Vepema) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que encontra na literatura um espaço de escuta, reflexão e reconhecimento para mulheres em cumprimento de penas restritivas.   Nesta sexta-feira, 22 de maio, o Auditório Nelson Ribeiro Alves, no Fórum Central, foi o palco dessa atividade. O debate foi construído ao redor do livro “A Prateleira do Amor: sobre homens, mulheres e relações”, escrito por Valeska Zanello, que traz à tona questões que envolvem a objetificação dos corpos femininos. Para a juíza titular da Vepema, Cláudia Márcia Vidal, o projeto também é uma forma de quebrar ciclos que podem causar a reincidência no sistema penal.   “Durante 60 minutos, essas mulheres que estão em cumprimento de penas restritivas vão ter contato com obras literárias que dialogam com temas sobre violência de gênero, autonomia, maternidade, vulnerabilidades sociais, autoestima e direitos humanos, além de pertencimento. Muitas vezes a mulher chega ao sistema de justiça porque, antes, estava atravessando ciclos de violência, exclusão, silenciamento e abandono.”  A atividade foi ministrada pela residente do TJRJ e especialista em Violência de Gênero e Criminologia Crítica, Patrícia Goes. A conversa se transformou em uma verdadeira aula, que apresentou ao público a importância do letramento de gênero na identificação de violências que nem sempre entram nas estatísticas oficiais, mas que contribuem para os dados alarmantes de feminicídio no Brasil.  Ao destacar as metas do projeto, Patrícia citou três aspectos principais: o reconhecimento das violências sofridas, a não culpabilização das vítimas e a criação de uma rede de proteção, empatia e sororidade.  Patrícia Goes conversou sobre a importância do letramento de gênero e a identificação dos tipos de violência contra a mulher  O projeto retorna ao Fórum Central no dia 19 de junho, às 11h, no Auditório Nelson Ribeiro Alves. O próximo debate será baseado no livro “Mulheres Invisíveis: o viés dos dados em um mundo projetado para homens”, de Caroline Criado Perez, que aborda barreiras práticas do cotidiano que impactam a vida das mulheres.  PB*/IA  *Estagiário sob supervisão  Fotos: Renan Souza/TJRJ
22/05/2026 (00:00)
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